Rinhas de Cães

As rinhas de cães iniciaram no século XIX. Em 1835, o parlamento inglês proibiu um esporte sádico chamado Bull Bainting, que consistia em um buldogue perseguir um touro que era levado para uma arena para a prática deste esporte. O cão atacava o touro pelo focinho, até o animal desfalecer. O objetivo deste esporte era "amaciar" a carne do animal para consumo. Grupos de proteção dos animais se uniram e conseguiram aprovar a proibição deste esporte no parlamento. Os criadores de buldogues que apreciavam a rudeza, tenacidade e força destes cães começaram a cria-los para brigar entre si. Misturaram sangue de terrier, como o Staffordshire Terrier, entre outros ao sangue dos buldogues e criaram uma raça com características específicas como a bravura, a alta tolerância a dor, vontade de lutar até o fim e a grande afeição aos seus donos. Na virada do século XX, foram levados aos EUA e se tornaram o American Pit Bull Terrier o cão da família americana padrão. Realata-se a história de um cão extremamente fiel as tropas americanas, um Pit Bull Terrier mix chamado Stubbys, que acompanhou a 102ª Infantaria na Iª Guerra Mundial, para ajudar os combatentes psicologicamente. Este batalhão composto por 1000 homens ficou nas trincheiras francesas. Stubby era um cão esperto e não se incomodava com o ruidoso barulho das bombas e nem com os tiros de rifles. Certa vez, capturou um espião alemão, mordendo sua perna até soldados captura-lo, depois conseguiu avisar o batalhão de um ataque de gás venenoso letal, identificando o barulho diferenciado de explosão de uma bomba de gás, também salvou um menina de atropelamento em Paris. Foi promovido a Sargento Stubbys. Participou ativamente de 4 ofensivas e mais de 20 batalhas em 18 meses de frent.  Ao retornar aos EUA virou celebridade por sua coragem e dedicação. Conheceu 3 presidentes americanos, foi condecorado por todos e transformou esta raça a preferida do povo americano.

Algumas décadas mais tarde, criadores nos EUA começaram a criar estes cães para rinhas. A preparação diferenciada era composta com treinamento cruel e doloroso, como eletrochoques, explosões de pólvora perto da cabeça dos animais, pimenta e alimentação com altas doses protéicas. O objetivo do treinamento destes animais era exclusivamente para ganhar dinheiro em rinhas de apostas. As apostas eram vertiginosas. A expansão desta prática cruzou fronteiras e começou a ser apreciada aqui no Brasil.

No Brasil, essa atividade é considerada crime, mas a fiscalização ineficiente não consegue parar esta prática que condiciona animais dóceis em máquinas mortíferas. Os animais ficam traumatizados com o treinamento. Se perdem sofrem maus-tratos pelos donos, como queimaduras e espancamento. Cães como o pit bull, mastife e rotweiller não são predispostos a atacar, mas se tornam ferozes pelas ações e treinamento ofertado pelos seus tutores. Atualmente, 27 países proibiram a raça pit bull, inclusive a Inglaterra, onde foi criada. A proibição ou a esterilização desta raça não mudará o futuro de ataques, pois o que precisamos mudar é a mentalidade da sociedade, evitando o cruzamento indiscriminado para satisfazer a necessidade humana pela violência.