Vivissecção

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Vivissecção

Vivissecção é o ato de dissecar animais vivos para estudo de fenômenos fisiológicos, com o propósito científico-pedagogo. Claudio Galeno (129 – 21- d.C) é  considerado o precursor e disseminador da prática de dissecação animal e experimentação com objetivos científicos. Atualmente vivissecção é o termo amplamente utilizado para todos os experimentos realizados em animais vivos. O uso de animais vivos em teste laboratoriais, pode ser:

  • testes de drogas (componentes para cosméticos e produtos de higiene);
  • práticas médicas;
  • experimentos de psicologia (stresses e privação emocional);
  • experimentos armamentistas/militares (armas químicas e biológicas);
  • testes de toxidades (alcoólicas e tabagismo);
  • entre outros.

Os testes acima são realizados com animais vivos, das seguintes formas

  • testes de drogas: injeção de substância tóxicas na pele, olhos e mucosas;
  • práticas médicas: amputação de membros sadios para  implantação de próteses desenvolvidas com novos materiais; ou cirurgias recorrentes em animais nas universidades de veterinária e das escolas de medicina;
  • experimentos de psicologia: fixação de instrumentos em órgãos internos, como o cérebro, para monitoramento das atividades cerebrais relacionados a choques elétricos ou novas drogas; ou a privação da presença materna em bebês recém-nascidos para verificar seu desenvolvimento cognitivo;
  • experimentos armamentistas: primatas confinados em um quarto hermeticamente fechado para verificar em quanto tempo morrem e quais as reações dos mesmos com gases letais;
  • testes de toxidade: ingestão continua de componentes tóxicos por um tubo instalado no esôfago até o estômago.

A indústria de cosméticos utilizada o teste Draize, que foi criado pelo cientista americano Jonh Draize, em 1944, a qual consiste em colocar a solução ou substância sólida nos olhos ou na pele de animais, preferencialmente coelhos que tem os olhos maiores e são mansos e baratos. Quando as substâncias químicas são colocadas em seus olhos eles pulam, choram, se contorcem de dor, e tentam sair da jaula, algumas vezes são presos em compartimentos onde não conseguem se mexer, para evitar coçarem os olhos e retirarem a substância. Durante este processo nenhuma anestesia é utilizada. Depois da análise da pesquisa são mortos. Calcula-se que morram entre 70 e 100 milhões de animais em laboratórios todos os anos, 30% deles para testes de cosméticos.

Um outro teste amplamente utilizado desde 1920, para medir a toxidade de ingredientes encontrados em produtos de higiene, como pasta de dente, loções para o corpo e conservantes de alimentos é chamado Dose Letal 50%. As substâncias são ingeridas pelos animais em altas doses através de um tubo enfiado no esôfago até o estômago. Depois as quantidades são diminuídas progressivamente até que permaneçam vivos 50% dos animais que estão no teste, quando este número é atingido os cientistas conseguem determinar a dosagem segura para os seres humanos. O teste dura vários dias, tempo este que os animais sofrem dores, diarreia, convulsões e sangramentos nos olhos e boca. Os que conseguem sobreviver são mortos em seguida, pois não tem mais valor para os centros científicos.

Os animais são seres sencientes, isto é, sentem dor, aflição, medo, tristeza, alegria e sensações, como os seres humanos. Questões bioéticas como os animais são tratados nos centros de pesquisa são amplamente discutidos. Além disso,  pesquisas redundantes sobre a toxicologia de produtos são realizadas desnecessariamente, pois não existe um acervo de fácil acesso para consulta das fábricas que utilizam estes testes. Somente com a criação deste acervo já diminuiríamos o sofrimento de muitos animais.  O número de pesquisas poderia ser diminuído e o bem-estar dos animais respeitado, quando eles forem a única alternativa para os testes.

Para diminuir o número de animais sencientes usados em pesquisas, dispomos de várias alternativas para testar componentes

  • testes em in vitro utilização tecidos e células vivas cultivados em laboratório;
  • modelos e simuladores mecânicos;
  • realidade virtual para simulação de cirurgias em escolas e universidades;
  • acompanhamento de drogas em pacientes humanos voluntários;
  • estudo em animais mortos por causas naturais;
  • técnicas físico-químicas.

No Brasil, existe o diversos Projetos de Lei que regulamentam a não utilizam dos animais, mas infelizmente com o poder econômico das grandes empresas essas leis não são aprovadas nas Câmaras Municipais, as quais são responsáveis por cuidar e proteger dos animais em suas cidades. A Carta Magna brasileira rege que animais não devem sofrer maus-tratos, mas na prática não é isso que acontece em terras brasileiras.

Diversos países já proibiram o uso de animais para qualquer tipo de pesquisa que infrinja dor e sofrimento aos mesmos. Muito ainda precisa ser feito para melhorar a vida destes animais que são usados em testes, mas podemos aos menos, consumir produtos que não possuam componentes que sejam testados em animais. Só precisamos nos informar quais são as empresas que não efetuam estas pesquisas, e assim nos tornarmos consumidores conscientes sobre o sofrimento que é infringido desnecessariamente aos animais. Abaixo listamos empresas brasileiras que não testam em animais.

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